Bruno Augusto Valverde Marcondes de Moura
Caminhada, poesia, ecologia e geografia. Uma trincheira de luta contra a crise civilizatória.
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Textos

Paraguaios
Na vida seca do Chaco
Homens e crianças
Viram carvão
Viram um grão de arroz
São tratados pior que gado
O homem
Jogado no mato e no sol
Vive sem água
Vive sem pão
Vive pior que bicho
O gado come o Chaco
O gado come o homem
Como se capim fosse
No Chaco
O homem é um grão de arroz
Que pode ser trocado
Por outro grão de arroz
Conforme a conveniência do fazendeiro
O azul dos rios
Paraguai, Paraná e Pilcomayo
Reduzem a terra e o homem
A um grão de soja
A garapa da cana
A soja é um grão
Que desgrana
A terra e o homem
O ecossistema e a água
Moscas latifundiárias
Sujaram o Paraguai de sangue
No massacre de Curuguaty
Golpeando um presidente inocente
O sangue sujo das moscas latifundiárias
Moem paraguaios como cana
Moem sem terras
Moem brasiguaios

Bruno Valverde
Enviado por Bruno Valverde em 22/11/2018
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