Bruno Augusto Valverde Marcondes de Moura
Caminhada, poesia, ecologia e geografia. Uma trincheira de luta contra a crise civilizatória.
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Textos


Conversando com Chico e Neruda IV

VIII
Botando Casillero del Diablo na taça
Diria ao mestre Neruda
Que a Bolívia virou um mar de pólvora
Pois o mar de neoliberais
Queria vender um mar de gás natural
Pelos mares de Chile
Imagina Mestre Neruda
O povo boliviano
Que ainda sente a dor
Da perda do Pacífico para o Chile
Sentiria uma dor ainda maior
Se perdesse seu gás natural
Seu tesouro invisível
Mestre Neruda
Me diga uma coisa
Quando o Chile dará
Um pedaço de mar para a Bolívia
Esse episódio lamentável
Causou a guerra do gás
Mares de bolivianos
Bloquearam estradas
Isolando La Paz
Até Goni renunciar
Outra crueldade
Com o sofrido povo boliviano
Foi a privatização da água
Em Cochabamba
Queriam cobrar pela água da chuva
Que racionalidade existe nisso mestre
Quebrou o pau em Cochabamba
Bolivianos foram mortos
O homem é feito de sangue
O sangue é feito de água
Vão querer vender
A água do sangue humano
Quanto cobrariam
Por essa mixórdia Mestre
IX
O lítio
Descoberto no mar de sal
No mar de altura desaguado
Do Salar de Uyuni
É o novo metal do diabo
Não será usado
No combate à desigualdade social
Na promoção do desenvolvimento
Econômico e industrial boliviano
Mas o novo metal do diabo
Será usado
Para uma reprimarização econômica excludente
Formando a oligarquia do lítio
Para uma corrida armamentista
Provocando uma guerra
Entre chilenos e bolivianos
Por um pedaço de mar no Pacífico
Bruno Valverde
Enviado por Bruno Valverde em 22/02/2018
Alterado em 18/04/2018
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